Para inicio de conversa, começar de fato o blog é algo complicado. Afinal escolher um tema, ou assunto para tratar, requer além de vontade e disposição, muito saco para pesquisar e deter total conhecimento de causa. Mediante a situação, resolvi começar pelo trivial: Cinema e Música, duas paixões incondicionais.
Acabo de ver cinco filmes marcantes. Três clássicos. tornaram-se marcantes pela importância, pela história e pelo trabalho bem feito, ou simplesmente, por serem implacáveis no sentimento e na conquista do público. Os outros ficaram marcantes para mim, por serem mais uma prova de que o cinema independente, aquele que hoje é voltado para as locadoras, é responsavel por pérolas que quando não são verdadeiras obras primas, são filmes que remetem a todos os desejos do telespectador e de um bom amante cinéfilo.
O primeiro é o clássico dos clássicos de guerra. A Ponte do Rio Kwai pode ser para alguns, um filme tedioso, sem ritmo e sem aventura. Contudo, o que é aventura? Aventura não é só ter bala, caçada, armadilhas, brigas, descobertas e ação constante. Aventura é você se identificar com algo ou com uma situação e se deixar levar sem medir conseqüências ou obstáculos, é estar determinado a conseguir algo, mesmo que seja quase imposssivel. O filme aborda a construção da dita ponte por um grupo de prisioneiros ingleses, num campo de concentração japonês, na segunda guerra. O filme preza pela ambientação perfeita do campo, das suas loucuras, dos seus exageros e principalmente dos temperamentos e personalidades que se chocam. Cada personagem é abordado mediante sua necessidade e sua ética, entende-los torna-se complicado se levar-mos em conta a motivação e princípio de cada um. Realmente o filme não prende pela ação, tampouco tem muita aventura, diferentemente do genial "Os Canhões de Navarone" e "Os Doze Condenados", futuramente comentados aqui, porém a força do filme está contida na disputa de egos, no jogo de gato e rato entre os oficiais britânico e japonês. Na desesperada luta pela sobrevivência de um comandante que tenta sua fuga, porém deve retornar com o um plano mais ousado, destruir a ponte. Todo o universo do filme, tem como ponto prepoderante a ponte, ela sem dúvida é o objeto de vida ou morte dos personagens. Seu destino é o limiar entre a vida e a morte dos mesmos.
7 oscars, nada mais nada menos, um clássico que merece ter lugar de destaque em videotecas e locadoras.
Os próximos filmes serão falados em tópicos diferentes para não haver cansaço de leitura. Mas vale um ressalva e uma palhinha. Casablanca, O Tesouro de Sierra Madre, Rastro de Bala e Matadores de Aluguel. Filmes fantásticos, hipnotizantes , que sem dúvida mexem com o sentimento ou pelo menos com os nervos. Atenção especial a Casablanca, filme que me fez, em muito tempo, em sua segunda revisão, me segurar forte na cadeira, me emocionar e apaixonar-me perdidamente.
Em relação a música vale dois toque federais. Um: Elis Regina - Fascinação, sem dúvida o melhor albúm da pimentinha, contendo todos os grandes sucessos em grandes apresentações. Destaque para Dois pra lá, dois pra cá de João Bosco e Aldir Blanc, um dos grandes boleros de João, cantada de forma magnifica por Elis; Menino da Laranja, simplesmente perfeito , além de Vou deitar e rolar e Arrastão esta última ao vivo. Dois: DVD Elis Regina Programa Ensaio 1973, simplesmente fora de série. Grandes sucessos e a inteligência, beleza e sinceridade em entrevista com uma das maiores interpretes de todos os tempos.
Para não perder o bonde, leiam Estorvo de Chico Buarque. Aguentar quase 100 páginas só na primeira pessoa, é uma proeza que só Chico consegue. Bem legal, trama louca, mas com viagens maneiras. Uma boa aposta para momentos de loucuras e isolamento.
